segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

E Agora

Sabe quando você está naquele momento que muito lembra aquele poema de Carlos Drummond de Andrade - "E Agora José?", então estou nesse momento.

Todo mundo cisma em dizer que para tomar decisões ora com o coração, ora com a razão. E agora vos pergunto: qual é o momento de usar o coração e qual é o momento de usar a razão?!? É se você não sabe a resposta imagine eu, pobre ser humano cheio de dúvidas, anseios, medos, pode-se até dizer que vivo entre sonhos, saudades e delírios.

Você deve estar perguntando-se o por quê estou escrevendo sobre isso, a resposta é simples, tomei uma decisão e posteriormente uma atitude, só que metade do meu ser julga que fiz o correto, porém a outra metade julga errado. É e lidar com essas duas metades é um tanto complexo e me pergunto: "E Agora, José?".

E agora só vejo uma saída deixar o barco correr na fé que ele não irá naufragar, mas se ele naufragar o jeito é juntar os cacos e recomeçar de novo e quantas vezes forem necessárias assim é a vida, é assim que tem que ser.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Deus

O texto abaixo não é de autoria minha e sim de um grande amigo meu, porém com a autorização dele o publiquei aqui. Gostei muito desse texto. Tuba vc é foda escrevendo...
Ps: o título foi por minha conta ;)



Deus, tantas vezes te culpei pelos meus fracassos, quando escolhi por livre vontade o caminho da derrota, lhe peço perdão.

Hoje reconheço que todos meus sonhos, meus desejos e minhas orações foram atendidas, e não reconheci. Peço-te perdão meu Pai.
Houveram horas que na minha insignificância existencial eu pensei em soluções vazias, não te respeitei senhor.

Murmurei ao céu, roguei praga, jurei te odiar pra sempre, ofendi a ti com total clareza de meu ódio, porque então não me abandonou?
Nunca fui bom filho, nem me esforço para ser um bom cidadão, porque então, me ouve?
Se tu és Deus como pode amar um ser como eu?
Como pode guardar meu corpo do perigo, minha família da tristeza, meus amigos das más companhias, como pode fazer tanto por mim?

Se conhece meu cérebro e lê meus pensamentos, há horas que creio no ateísmo, e nem sempre estou tão convicto no poder humano, porque não me mata?
Me trata como um bibelô sendo eu escravo, não sou ouro nem jóia e ainda assim cuida de tudo que não me pertence ainda, te amo Deus.

Não sei se me amo, mas sei que amo você, mesmo sabendo o saber te amo.
Obrigado por me amar!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Anjo-amigo

Uma bela manhã de sol, a alegria à flor da pele, seu corpo transmitia uma energia tão positiva que até a natureza sentiu-se roubada, um lindo sorriso no rosto. Ah, aquele sorriso que só de vê-lo faz a minha vida ter todo o sentido.

Seus olhos brilhavam e neles refletiam-se pedras de diamantes e sob o brilho daquele olhar todo o mar que aparentemente estava estava sujo e impróprio para banho tornou-se limpo, as águas cristalizaram-se e as pessoas ao redor não entendiam o porquê que aquilo havia acontecido, mas eu sabia o porquê e como sabia.

Naquele dia a sua presença era obrigatória em todos os ambientes, pois a luz que existia no seu ser estava irradiando para todos os lados e quem sabe até em todas as dimensões existentes no planeta.

Esse ser era mortal, porém pra mim ele deveria ser imortal; esse ser me dava colo quando eu precisava; me ensinou todos os caminhos; sonhou todos os meus sonhos; chorou comigo, mas sorriu também; deu aquela bronca quando eu precisei e hoje tudo o que eu tenho e tudo o que eu sou eu devo a esse ser que me deu a existência; esse ser tem nome ou vários nomes, alguns chamam de anjo, outros chamam de amigo, mas eu chamo de mãe.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Doce Criança

Ela estava lá sem fazer nada e decidiu entrar nas suas redes sociais e para passar o tempo resolveu mexer (como de costume) nos aplicativos do Facebook. E foi num desses aplicativos que ela encontrou a resposta para quase todas aquelas questões que a incomodavam, uma resposta singela, bem definidas em três palavras: Recomeçar do zero.Talvez a resposta tenha calhado por pura irônia do destino (ou não), mas aquilo era tudo o que ela precisava ouvir (ou ler) naquele momento.

É ela estava sentindo-se muito bem, após um final de semana de pura reflexão, regado a cervejas,caipirinhas,petiscos, onde seu teor alcoolico era elevado, porém a sua lucidez cada vez mais aguçada. E ela finalmente conseguia enxergar determinadas coisas que toda aquela sua obsessão não a deixava ver, a razão por sua vez estava falando mais alto e o sentimentalismo. Ah, o sentimentalismo esse estava de férias e por tempo indeterminado.

Hoje a doce criança que habitava em seu ser decidiu calar-se após ela ouvir um comentário (que por sua vez era desnecessário ao seu ouvido), algumas pessoas não entendiam o seu olhar, outras porém, a compreendiam e entendiam o seu estado até mesmo pelo simples e seco Oi dela pelo msn. Todas aquelas pessoas que a rodiavam, achavam que a conheciam, entretanto, elas estavam completamente enganadas diante dos seus conceitos e preceitos da doce e amarga menininha que já não mais morava ali.

E mais uma vez ela tinha um enorme sonho a realizar, a necessidade de ser ela mesma, de renovar e de inovar, de aprender e apreender com seus erros e seus acertos e principalmente estar rodeada daqueles que ela julga serem seus.