domingo, 4 de julho de 2010

Te Olho nos Olhos

Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.



Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.



Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.



Até onde posso ir para te resgatar?



Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.



Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.



A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.



Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.



Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."

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